domingo, 10 de janeiro de 2016

País que de regime presidencialista passou a monarquista (Minha primeira Crônica do ano no Jornal Interativo)



Feliz ano novo! Um ano novo feliz!
Feliz? Estamos no mês do regime (não dá para ser feliz fazendo regime), mas nosso regime não é por que extrapolamos nas festas de fim de ano, nosso regime é para pagar os impostos que vem por aí. IPVA, IPTU, material escolar, duas colheres de arroz, uma de feijão e uma saladinha para acompanhar. Carne? Carne nem pensar! Melhor pagar o IPVA! É tanto imposto que temos que escolher: Ou a gente paga ou come.

Sabe o que é pior em 2016?
Em 2016 teremos 366 dias.

E o Tiririca um dia disse: “Pior do que ta não fica!”... Ah, se ele soubesse! Ah, se ele soubesse! Por isso que eu sempre digo: “Nunca duvide da capacidade de destruição do ser humano.” Quando ele quer, ele consegue, não é senhora presidente?
Afinal, não há nada tão ruim que não possa piorar. Vindo do Itamarati da até medo. Com a capacidade de criar catástrofe da presidente logo ela vai ser chamada para dirigir o Estado Islâmico.

O governo da presidente Dilma é igual a programação da Record: Quando você acha que não dá para piorar, ela vem e te surpreende.

E a CPMF... Dizem que precisam da CPMF por que a saúde está um caos. Gente! O país esta um caos! O pior é que querem que a gente pague a conta. A presidente vive uma vida de rainha e manda a conta pro povo. Esse é o meu país! País que de regime presidencialista passou a monarquista, afinal a presidente Dilma é igual a rainha Vitória da Inglaterra: Só serve para fazer figuração e gastar dinheiro à toa (e como gasta dinheiro).

No Brasil é assim, o povo economiza para pagar uma carga tributária abusiva e para presidente gastar em Paris.
O Itamarati é ou não um verdadeiro paraíso?
Este é o governo socialista do PT; Tudo para mim, nada pra você!

Bem 2016 já começou, e promete, mas será muito difícil superar 2015. Afinal, 2015 foi o ano das mulheres sapiens, de saudar a mandioca e o milho, de tentar armazenar o ar, e das metas não cumpridas (mas qual era a meta mesmo?).

Que 2016 nos renda, muitas e muitas piadas e seja um ano de mudanças, afinal, o governo do PT começou com o Fome zero, depois passou para a Saúde zero, aí veio a Educação zero, o Emprego zero, e agora o que virá?


Fui!!! Até a semana que vem. Se não vier o programa crônica zero...

É mole! Estamos vivendo um momento histórico. (minha última crônica do ano no Jornal Interativo)



O velho já está se preparando para ir embora e o novo está quase para nascer... Ano novo, vida nova. Há! Há! Há! Pura ilusão, no Paraíso Itamarati é ano novo e vida... Vida? Nada muda pros lados do cerrado. O ano novo vem chegando e a presidente continua viajando, sumida. Nada faz! Nada diz! (Nada que beneficie o povo brasileiro).

Ao invés de pedirmos o impeachment, da presidente, devemos é exigir que ela trabalhe, e honre os votos que recebeu. O ano sabático (2015) acabou, agora é hora de ela trabalhar (para o bem da população que a elegeu).
O problema é que, se ela agir da mesma forma que discursa, aí sim ferrou!

Vamos acabar com o PT-arlamentarismo. Volta presidente! (Não acredito que estou dizendo isso) Fora Lula! Vamos pedir o impeachment do Lula! Há! Há! Há! Da pra pedir o impeachment do primeiro ministro que não existe, mas, que todos sabem que existe? (Que louco!)

Queremos o presidencialismo de volta, mesmo que para isso, a Dilma tem que voltar a ser a presidente do país. Se correr o bicho pega se ficar o bicho come.

Se os povos indígenas soubessem no que esse país iria se transformar, com certeza eles não deixariam os portugueses desembarcarem por aqui.

Estamos vivendo a história, daqui alguns anos nossos filhos e netos terão que responder nas provas de história:
Quem descobriu o Brasil? E depois; Quem destruiu o Brasil?

É mole! Estamos vivendo um momento histórico. O momento em que o país está sendo destruído.
A maior crise ética da política brasileira.
Há! Há! Há! No Brasil o sujo julga o mal lavado.
Como dizia Bezerra da Silva: Se gritar pega ladrão! Não fica um meu irmão!

Eu estava pensando, se a corrupção acabar o que faremos com a praça dos três poderes? Cercaremos e a transformaremos em presídio de segurança máxima?


Fui! Volto no ano que vem. 

Quando Tiririca disse: “Pior do que ta não fica! (Minha crônica de Natal para o Jornal Interativo)



Dingos Bell, dingos bell acabou papel! Não faz mal, não faz mal limpe com...
O Natal está chegando no Paraíso Itamarati e os pedidos estão pipocando ao Papai Noel. Sabe o que a nossa digníssima, deusa, ops, presidente, pediu ao barbudo que só anda de vermelho?
Deixe-me governar! Só um pouquinho, vai!
Há! Há! Há! Será que ele vai deixar?

Esse ano foi Dilmais... Dilmais de louco. Teve até pedido de impeachment! Parece até que o PT está na oposição.
Falando em impeachment... Não sei por que tantos comentários, e, tanta briga. Será que ninguém ta vendo que há muito tempo, a presidente não manda no país? O impeachment veio junto com a eleição da presidente, ou estaríamos vivendo um regime parlamentarista de governo? Acho que o regime é PT-arlamentarista. Há! Há! Há! A presidente está lá, mas, quem manda mesmo é o PT-rimeiro ministro Luis Inácio.

Para o mundo que eu quero descer!
Por que o Brasil já está parado faz tempo!
Mudaram o regime de governo e nem nos avisaram.
Cadê o plesbiscito?
PT-arlamentarismo, só faltava essa. Só faltava essa.

Quando Tiririca disse: “Pior do que ta não fica! – Ele não sabia do potencial da presidente.
Falando nisso... Quero só ver o que vai acontecer se houver o impeachment da presidente, afinal, o único político ficha-limpa na linha sucessória presidencial é o Tiririca. Há! Há! Há! É mole! O Brasil será o primeiro país a ter um palhaço como presidente. É o povo bem representado no Paraíso Itamarati... Aí não será só o povo o palhaço da história...

Vocês sabiam que Michel Temer ficou irado com a conduta de certos funcionários do Itamarati, afinal, ele pediu para que eles entregassem a carta que ele escrevera para quem manda no país, não para quem finge que manda. Há! Há! Há! Temer acha que quem manda no país é o papai Noel. Barbudo, de vermelho, só pode ser.

O final de ano está chegando. E o ano que vem vai ser Dilmais!
Mas, por enquanto, é sonhar com os presentes de Natal.
Dingos Bell, Dingos Bell... Já estou achando que é melhor estocarmos o jornal, por que o ano que vem... Fui!


Se eu não voltar é que eu fui “impeachmado”.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

A PROCURA



Ele passou o dia todo procurando emprego, mas, em vão.
Andou, andou, andou e nada. Sem emprego. Uma proposta sequer. Mais um dia em vão. Mais um dia sem conseguir aquilo que mais desejava naquele momento: Um emprego.
Era só isso que desejava: Um emprego.
Havia muito meses não encontrava um “bico” sequer.
O dinheiro estava acabando. Não só o dinheiro, indispensável para a sua sobrevivência, mas a esperança também estava se esvaindo. Estava triste e desanimado, mas, procurava não desistir. Estava difícil, mas, não podia desistir.
Ele tinha que continuar, e acreditar, que logo as coisas iriam melhorar. Logo estaria empregado e feliz novamente.
Cansado pelo dia estafante ele resolveu sentar-se no banco da praça. As pessoas iam e viam, passavam pela sua frente, mas, ele estava tão absorto em seus pensamentos, que não via nada. Somente vultos que transitavam à sua frente. Pessoas sem rostos e sem histórias. Pessoas como ele, invisíveis ao sistema. Um sistema falido, que o considerava, apesar da pouca idade, quase um inválido.
A desculpa era sempre a mesma: Quando ele tinha experiência no trabalho, estava muito velho. Quando não conhecia o trabalho ele não tinha a experiência que a empresa esperava.
Era isso que estava vivendo. Uma vida de insegurança e medo. Uma vida de sentimentos diversos. Decepção. Desânimo. Medo.
Sentado naquele banco alheio ao que estava acontecendo, à sua volta, deixou-se abater. De repente não tinha mais forças para sair dali. De repente não queria mais sair dali. Estava totalmente entregue.
As horas foram passando e ele foi ficando. Ficando. Imóvel. A noite estava caindo e ele ali. Olhando para o nada.
Com a noite os personagens da praça foram mudando. Logo uma mulher, com trajes mínimos pára à sua frente.
- Olá bonitão – diz ela se oferecendo a ele, que, a ignora – Bonitão – ela não desiste – Bonitão, estou falando com você.
- Oi – responde educadamente, mas sem prestar muito atenção a ela.
- Você, não esta interessado? – continua ela mostrando-lhe o corpão.
- Interessado? – pergunta totalmente desinteressado.
- Você não esta interessado em se divertir um pouco. Fazer um programinha.
- Fazer um programa?
- Isso mesmo, meu lindo – diz ela sentando-se ao seu lado.
Ele olha para ela, pega a carteira e conta o dinheiro que tem. Pensa um pouco, então decide:
- Acho que sim – responde ele.
- Acha, ou tem certeza? – ela pergunta fazendo carinho nele.
- Vamos lá - diz ele já se levantando abraçado a ela – Mas eu tenho que te dizer algo.
- O que quiser meu lindo! Você pode dizer o que quiser, paixão
- Cobro cem reais!

Marc Souza

Onde encontrar uma boa cena de sexo na literatura? Não procure em "50 Tons"

  • Reprodução
    Cena do filme "Cinquenta Tons de Cinza", baseado na trilogia de E.L. James
    Cena do filme "Cinquenta Tons de Cinza", baseado na trilogia de E.L. James
Sofreu um tremor que não se via por fora e que se iniciou bem dentro dele e tomou-lhe o corpo todo estourando pelo rosto em brasa viva. Deu um passo para trás ou para frente, nem sabia mais o que fazia. Perturbado, atônito, percebeu que uma parte de seu corpo, sempre antes relaxada, estava agora com uma tensão agressiva, e isso nunca lhe tinha acontecido.
Trecho do conto "O Primeiro Beijo", de Clarice Lispector
Com o lançamento do romance "Grey", da escritora E. L. James, que traz a versão do personagem principal da trilogia "Cinquenta Tons de Cinza" para a famosa e polêmica história erótica, as discussões sobre o que é uma boa cena de sexo na literatura voltam à tona, juntamente com as críticas ao livro.

Não há um padrão definido para isso – tal qual o próprio sexo, as possibilidades são infinitas e há gosto para tudo. Uma boa cena de sexo escrita pode ter a sutileza da citação que abre esta reportagem, por exemplo, retirada do conto "O Primeiro Beijo", de Clarice Lispector, que retrata as descobertas de um garoto no assunto. Mas também pode ser direta, explícita, sem rodeios quanto ao ato, formato preferido de autores respeitados, como o cubano Pedro Juan Gutiérrez e o alemão – que fez sua carreira nos Estados Unidos – Charles Bukowski.
Muitos escritores admitem que criar o sexo na literatura é uma tarefa bastante complicada. "Toda cena é difícil de escrever, mas a de sexo é três vezes mais. Pelo menos pra mim", afirma Carol Bensimon, autora de "Todos Nós Adorávamos Caubóis" e "Pó de Parede". Para ela, esses momentos no texto precisam seguir o clima do livro para que tenham um resultado satisfatório. "Se se trata de um romance cheio de sutilizas, as cenas de sexo também vão ser carregadas de sutilezas, e assim por diante. Então eu diria que, antes de qualquer coisa, uma boa cena de sexo é aquela que não causa 'ruído' de leitura, que parece natural e perfeitamente integrada ao resto do texto."
Paulo Scott, autor de "Habitante Irreal" e "O Ano em que Vivi de Literatura", tem opinião semelhante à de sua colega. Para ele, a boa cena de sexo é aquela que "colabora para a narrativa, a que se justifica em função do arco narrativo dos personagens; caso contrário, é perda de tempo, ornamento dispensável" e deve estar integrada à linguagem da obra. "Arriscaria dizer que na prosa contemporânea o melhor caminho é o que não floreia, é a linguagem direta, sem metáforas ou alegorias açucaradas, sem a erotização mecânica da velha e desgastada figura do macho-alfa conquistador, infalível."
Reprodução
Cena do filme "Contos Proibidos do Marquês de Sade", com Geoffrey Rush e Kate Winslet
O doutorando em literatura brasileira pela USP (Universidade de São Paulo) e pesquisador de erótica literária Ronnie Cardoso vai um pouco além. Para ele, é necessário que a cena rompa com a expectativa do leitor, o que acontece quando "se esquadrinha o lado obscuro da nossa sexualidade". Para exemplificar, cita um trecho do livro "Três Filhas da Mãe", de Pierre Louys, que envolve incesto e alguma escatologia. "Nele, a filha engravida a própria mãe em meio a uma orgia", sintetiza o pesquisador. Quem Cardoso aponta como "grande mestre" nesse quesito é o o francês Marques de Sade, do qual cita um trecho com bestialismo de "Os 120 Dias de Sodoma", que mostra um homem se relacionando com uma cabra e com o filho monstruoso que acaba por fazer no bicho.
Aqueles que ao lerem "Cinquenta Tons" se impressionaram com as práticas de sadomasoquismo, com certeza se chocarão ainda mais ao conhecerem obras com trechos como os apontados acima. Mas, na visão do pesquisador, está aí o mérito dos escritores. "Penso que a boa cena de sexo, mais do que excitar, deve inquietar o receptor e lhe colocar em estado de interrogação."
Claro que os grandes exemplos não ficam apenas nos autores estrangeiros. Em entrevista aqui mesmo para o UOL antes da Flip deste ano, Eliane Robert Moraes, professora de literatura brasileira da USP e organizadora da "Antologia da Poesia Erótica Brasileira", já havia apontado alguns nomes nacionais que, ao seu ver, destacam-se na hora de narrar o ato. São escritores como Hilda Hilst, por conta de sua trilogia pornográfica, Roberto Piva, autor de "Mala na Mão e Asas Pretas", João Ubaldo Ribeiro, principalmente por "A Casa dos Budas Ditosos", e Reinaldo Moraes que, com seu "Pornopopéia", quase sempre é citado como uma referência no assunto.
**
Ela obedece e ponho a venda em seus olhos. Ficando de pé, pego sua mão esquerda e prendo seu pulso na algema de couro no canto superior da cama. Deixo meus dedos percorrerem seu braço estendido e ela reage se contorcendo. Enquanto ando vagarosamente em torno da cama, a cabeça dela acompanha o som dos meus passos. Repito o processo com a mão direita, algemando seu pulso.

A respiração de Ana fica alterada, saindo irregular e acelerada por seus lábios entreabertos. Uma onda de excitação cresce em seu peito, e ela se contorce e ergue o quadril em expectativa.

Ótimo.

Na base da cama, agarro seus dois tornozelos.
Trecho de "Grey", de E.L. James


Se os bons exemplos estão dados, por outro lado podemos tentar definir o que é um sexo mal feito --ou mal escrito-- na literatura. Nesse aspecto, o doutorando e pesquisador Ronnie Cardoso cita exatamente "Cinquenta Tons". "Ele mostra claramente os limites da imaginação e da representação do sexo. Ainda que haja cenas de sadomasoquismo, tudo ali é controlado", diz, lembrando do contrato entre Christian Grey e Anastasia Steele como ápice desse "enquadramento".
Continuando a justificar sua opinião, Cardoso refuta o que, segundo ele, mostra apenas a superficialidade do sexo e neutraliza a força que a cena poderia ter. "Tudo já se sabe, tudo já se espera. A pornografia comercial domestica o receptor com a gramática do sexo: nesse movimento regulador, a anatomia genital e o coito são esvaziados de erotismo, cujo campo de atuação está relacionado sobretudo às operações de violência e da violação, de supressão de limites, principalmente no plano estético."
Já para a escritora Carol Bensimon, a má cena de sexo é aquela que constrange o leitor. "Não constrangimento pelo sexo (isso poderia ser uma boa cena), mas que o tira da história e faz com que se pergunte: 'Ó, meu deus, por que o autor descreveu desse jeito?'". Para a escritora, ainda há palavras que lhe parecem sempre ruins para esse momento, como as que "estariam melhor em uma consulta ginecológica, por exemplo". "Além disso, metáforas muito manjadas para descrever ereções também são péssimas".
http://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2015/09/25/se-50-tons-e-grey-sao-ruins-como-e-uma-boa-cena-de-sexo-na-literatura.htm

Regra moralista em concurso de contos revolta escritores

machadao
“Os contos devem conter elementos que promovam o bem-estar e os valores morais”. É isso que diz a última linha do item IV do regulamento do Prêmio Sesc de Contos Machado de Assis 2015, promovido pelo Sesc do Distrito Federal (Sesc DF). A regra, no entanto, revoltou diversos escritores. A arte teria mesmo a obrigação de promover “o bem-estar e os valores morais”? Por conta da discussão, os responsáveis pela premiação já anunciaram que o requisito será ignorado.
O primeiro a chamar a atenção à exigência foi Cassionei Niches Petry, autor de “Arranhões e Outras Feridas”, em sua página no Facebook. Em seguida, Sérgio Rodrigues, do premiado romance “O Drible”, abraçou a questão compartilhando o post do colega e afirmando: “Isso é gravíssimo. Em momentos menos burros do país, o mundo viria abaixo. Hoje está passando tudo, mas não pode, não! O Sesc quer premiar boa literatura ou bom comportamento? Aderiu à censura? Que credibilidade tem o senso estético de quem concebe uma regra tão imbecil?”.
Não demorou para que diversos outros escritores se manifestassem concordando com Sérgio, que, em entrevista ao blog, define o regulamento como “grotesco” e a cláusula como “inadmissível”, depois de dizer que é evidente que a arte não ter obrigação alguma de promover aquilo que está sendo pedido. “Nem bem-estar nem mal-estar, nem valores morais nem valores imorais. Tudo isso está fora da alçada da literatura, que deve ter compromisso apenas consigo própria. O resto se vê depois, a partir do resultado estético alcançado. É claro que uma obra de ficção pode ter leituras de todo tipo, inclusive políticas e morais. Mas isso não pode entrar nas cogitações de quem escreve como preocupação prévia”.
Cassionei segue uma linha semelhante em seu discurso e diz que esperar que os contos sejam feitos com a intenção de promover algo “é no mínimo um desconhecimento do que seja realmente literatura. A literatura é uma forma de arte e, como tal, busca tratar de todas as questões do ser humano, sem julgar. O leitor é quem deve tirar suas conclusões. A arte pode provocar o bem-estar e os valores morais a partir de uma interpretação do apreciador, assim como pode provocar o contrário. Não é, porém, obrigada e muito menos deve estar a serviço do politicamente correto, de ideologias ou de religiões”.
Para o autor de “Arranhões e Outras Feridas”, a cláusula pode até ter sido criada com boa intenção, mas erra por conta da “formulação do item” e do público-alvo da premiação. “Quem sabe querem manuais de boa conduta ou fábulas inocentes para crianças, não sei. Boa literatura é que não querem promover”.
Embasando suas opiniões, ambos citam, dentre outros, justamente Machado de Assis, autor que dá nome à premiação, como exemplo de alguém que estava longe de se preocupar com o bem-estar e os valores morais em sua obra. “Ele seria eliminado por essa regra, que é censória e dirigista, coisa de quem não tem a menor ideia do que seja literatura. O final violentíssimo de 'A Cartomante' promove o bem-estar? A ambiguidade de Capitu promove os valores morais? É uma piada”, exemplifica Sérgio.
“Estava relendo alguns contos do Edgar Allan Poe para um pequeno ensaio que andei escrevendo e sua obra mostra o nosso lado mais sórdido, provoca um mal-estar e as personagens, por sua vez, não têm nenhum pingo de moral. No entanto, chegamos até a torcer por elas. Outro personagem sem moral é o Brás Cubas, do Machado de Assis, que despreza uma linda moça por ter um defeito físico e é amante de uma mulher casada. Pois Machado dá nome ao prêmio em questão. Precisa dizer mais?”, lembra Cassionei.
A mão das instituições na arte
O escritor Ricardo Lísias, convocado recentemente pelo Ministério Público Federal a prestar esclarecimentos após ser acusado de falsificação por conta de documentos que criou no conto “Delegado Tobias”, diz ser possível enxergar uma linha entre o seu caso e o regulamento do Sesc. “Há a tentativa de direcionamento das instituições para o que é e o que não é permitido. Isso é de fato bastante perigoso”.
Autor de livros como “Divórcio” e “O Céu dos Suicidas”, Lísias lembra que “muitas vezes a arte causa um enorme mal-estar. Ela também pode causar bem-estar, claro, mas isso não pode ser um pré-requisito. Não deve haver pré-requisito quando o assunto é criação”. Para ele, regulamentos como o do Sesc DF são um grande problema. “A tendência é o aumento de uma literatura cada vez mais bem comportada e que não faz frente ao poder das instituições. A cultura brasileira já não é muito afeita ao confronto, com esse tipo de coisa se oficializando, cada vez mais a literatura, as instituições e o poder andarão de mãos dadas”.
Sesc revê o regulamento
Após as críticas, a organização garantiu que a regra será retirada das próximas edições do concurso e será ignorada na avaliação dos contos concorrentes neste ano. “Entendemos que a referida cláusula, que transmite a intenção de que as obras inscritas contribuam para o processo de valorização social, está sujeita à interpretação que dissocia dos objetivos do projeto, e, portanto, será retirada a partir das próximas edições e será desconsiderada nesta edição 2015”, garante Juliana Valadares, coordenadora de ações culturais do Sesc DF.
Juliana ainda explica que “as ações culturais promovidas pelo Sesc DF, onde se inserem os prêmios literários, visam contribuir para a disseminação da cultura no contexto do processo educativo e de desenvolvimento social, além de incentivar a livre criação e a criatividade, contribuindo com a promoção de produções literárias inéditas”. Além disso, afirma que a instituição está permanentemente disposta a conversar. “Estamos sempre abertos à construção de um processo de aproximação junto à sociedade para o alcance de objetivos comuns”.
http://paginacinco.blogosfera.uol.com.br/2015/09/30/regra-moralista-em-concurso-de-contos-revolta-escritores/

E eu que não acreditei quando a Cassia Eller disse... (Crônica publicada no Jornal Interativo)


E eu que não acreditei quando a Cássia Eller disse:

Agora tenho certeza, o Paraíso é aqui, ou melhor, no Itamarati. Afinal em que lugar no mundo você faz as contas e os outros pagam? Só pode ser no Paraíso, não é mesmo dona Dilma?

Conta a lenda que, cada vez que a presidente vai abrir a boca um assessor grita: Cala a boca Magda!

Essa é boa; com a possibilidade de alguns indiciados na Operação Lava Jato passarem o natal na cadeia. O Itamarati estuda baixar uma resolução que autoriza a realização de ceias nas cadeias do país, inclusive, com a autorização de entrada de iguarias como: caviar, salmão, peru, e principalmente champagne, francesa, claro.

A presidente Dilma pode ser novamente contrariada. Ela queria mandar o ex-ministro Paulo Bernardo para Fox do Iguaçu, onde ele ocuparia um cargo na diretoria da Itaipu Binacional, no entanto, o destino do ex-ministro será outro. Ele deve parar em Curitiba, em uma cela na polícia federal como mais um indiciado na Operação Lava Jato.

Vocês não vão acreditar mais eu sempre achei que Pixuleco fosse o nome do mascote da Copa.

A quem souber responder: Quem é mais inteligente? O homo naledi, ou a equipe de assessores da presidência?

Lula é uma grande pessoa. Pessoa esta que sempre pensou no Brasil. Exemplo disso foi sua intermediação para a construção do Porto Mariel em Cuba. O porto foi construído com dinheiro do BNDES a juros mais baixos que o normal e sem garantias quanto ao recebimento do empréstimo. Segundo o ex-presidente o porto serviria de ponto estratégico... Fato confirmado por especialistas, que afirmaram que o porto é um grande ponto estratégico, mas, para os Estados Unidos. Há! Há! Há! Ou isso é piada de português ou mais uma manobra para desviar...

Gente que calor, heim! O calor está tão grande que já tem gente vendendo sombra... Desse jeito a bandeira de consumo de energia não vai mais ser vermelha, vai ser roxa... Vermelho vai ficar a nossa conta quando ela chegar...

E eu que não acreditei quando a Cássia Eller disse: “Quando o segundo sol chegar”. (Se ela estivesse viva, diria: Eu avisei. Eu avisei.)

Domingo no Rock in Rio teve o show da terceira idade onde Elton John e Rod Stewart levaram a platéia à UTI... Há! Há! Há!... Apesar de tudo salvaram-se todos (acho). O que chateou os astros ingleses foi que a platéia não cantava suas músicas; Não se lembravam das letras (tinha uns que não sabiam nem que eram, quem dera lembrar a letra da música)

O ano que vem tem eleição municipal e eu já tomei uma decisão; Vou colocar o meu candidato para trabalhar... Não voto mais nele... Ele que ache um trabalho decente.

O dia 21 de setembro é o dia da árvore. Dia da árvore? Árvore? O que é uma árvore?

Fui!!! Vou embora fazer compras, e claro, mandar a conta para vocês leitores. Aprendi em Brasília. Ah, vou pesquisar no Google a palavra árvore... quem sabe eu vejo umas por aí...

Marc Souza